Ministério da Geologia e Minas
Economia

Sector da Geologia e Minas aprova projectos avaliados em USD 450 milhões

Cento e 40 projectos , avaliados em cerca de USD 450 milhões do sector da Geologia e Minas, foram aprovados e executados durante o quinquénio 2012 a 2017 pelo Governo angolano, informou recentemente, em Luanda, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, após a apresentação pública da sede e laboratórios do instituto geológico de Angola.

De acordo com o governante, durante o período em análise, estes projectos permitiram a criação de 7 mil e 300 postos de trabalhos directos, acrescentado que neste período foram implementados todos os projectos programados no âmbito da estratégia do Executivo para o sector da geologia e minas.

“Este conjunto de quatro edifícios que temos aqui são os laboratórios geoquímicos do Instituto Geológico de Angola (IGEIA) e as instalações administrativas que fazem parte do resultado do trabalho do Planageo, que tem como função a recolha de informações geoquímica e mapeamento de todo território nacional em termos de recursos minerais”, disse.

Segundo o ministro, este laboratório vai servir para apoiar todo o trabalho que neste momento está a ser feito no campo em termos de recolha de amostras, sobretudo nas regiões onde o Planageo já fez o levantamento aero-geofísico.

O laboratório estará igualmente aberto a entidades ou empresas do sector mineiro que queiram fazer o seu trabalho, assim como de outros países que já manifestaram interesse em fazer as suas análises geoquímicas em Angola, que até então enviavam para a Europa e América.

PLANAGEO atinge terceira fase Durante a abertura da sessão ordinária da Comissão Multi-sectorial do Planageo que decorreu no IGEIA, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, informou que o estágio de desenvolvimento do referido plano registou três momentos importantes em termos de informação geológica, conclusão das suas infra-estruturas nas províncias de Luanda, Huíla e Lunda Sul, assim como os avanços na obtenção e armazenamento de dados no Badageo.

Para Francisco Queiroz, em termos de informação geológica, Angola passou a contar nos últimos meses com dois grandes mapas geofísicos, nomeadamente, o mapa aerogeofisico radiométrico e o mapa magnetométrico, cuja interpretação preliminar permitiu a identificação de nove mega –estruturas geológica que constituem guias para investimento na prospecção mineira.

Os mapas abrangem todo o território nacional, com evidência de sinais favoráveis para a prospecção de minerais não metálicos (diamantes) e metálicos (ouro, ferro, cobre, titânio e manganês) bem como radioactivos ( columbita/ tantalita, zirconita, pirocloro, uraninite fosfatos) entre outros.

Por outro lado, a base de dados geológico- mineiro (Badageo), de Fevereiro a Junho do corrente ano, registou um aumento de 41 mil ficheiros corresponde a 14 mil e 721 gigabites. Em Fevereiro estavam armazenados no Badageo 95 mil e 580 ficheirose, enquanto em Junho o número aumentou para 137 mil, o que indica um volume de informação, obtida nesse período, acima dos 15 mil gigabites.